27 março 2017

O moderno comércio de carne humana


No gráfico abaixo é possível observar a rota do navio Aquarius no passado dia 21 de Março, tendo este partido das costas da Líbia e tendo mais tarde chegado ao porto de Catania (Sicilia, Italia) após uma paragem na ilha de Malta:

Mais em detalhe, eis o percurso com dias e horários:


Naqueles dois dias, o navio Aquarius recolheu 946 pessoas de Bangladesh, Nigéria, Costa do Marfin, Guiné e de outros Países, todos indivíduos rigorosamente sem vistos para poder entrar na Europa, e desembarcou-as na Sicilia, onde entraram num campo para refugiados.

O navio Aquarius pertence à SOS Mediterranee, uma ONG alemã com uma vontade irresistível de deportar pessoas dum continente para outro. É um daqueles navios que depois aparecem na televisão com a legenda "Salvos no meio do Mediterrâneo". Não é no meio do mar que estes imigrantes clandestinos são recolhidos, mas a poucos quilómetros das costas líbias e comprova-lo é simples.

Com a ajuda de Marine Traffic, site especializado no traçamento de navios com relativas rotas, eis as posições de outros navios negreiros que pertencem a OGNs (posições de hoje, 25.03.2017 às 13 horas):

 



Todos os navios se encontram numa área bem definida, poucos quilómetros ao largo das costas da Líbia: tão próximas que é possível vê-las a partir das praias. No caso da Sea Wathch 2, os clandestinos nem a fadiga de molhar-se têm que fazer, dado que o navio já se encontra no porto.

E estes são apenas alguns dos navios interessados (no total são cerca de 15). Portanto, estamos perante um enorme serviço de deportação, milhares de clandestinos que diariamente são recolhidos na África e transportados nos centros de acolhimento europeus (nomeadamente italianos).

Mas quem são estas ONGs? Em nome de quem operam?

O navio Aquarius pertence à ONG SOS Mediterranee (ONG alemã), a qual opera em colaboração com a Cospe, associação "humanitária" (uma ONLUS) italiana. O site de SOS Mediterranee é bem pouca coisa e nem especifica donde provenham os seus fundos. Eis, pelo contrário, a proveniência dos fundos da Cospe para o ano de 2015 (o último disponível):

Portanto, 88% de dinheiro público que financia esta ONG (mais 15% de privados: o total perfaz 103% nesta estranha matemática humanitária...). E, em grande medida (52%), é a União Europeia que paga o tráfego de carne humana, aquela mesma União Europeia que depois fala de "emergência imigrantes". Obviamente não falta a ONU e outras organizações internacionais.

Outras organizações empenhadas no negócio são: MOAS, Jugend Rettet, Stichting Bootvluchting, Médicos sem Fronteiras, Save the Children, Proactiva Open Arms, Sea-Watch.org, Sea-Eye, Life Boat.

Além de Médicos Sem Fronteiras (um pequeno império financiado também pelos governos de muitos Países ocidentais - EUA in primis-, ONU, etc.;) e Save The Children (fundos de Ikea, Johnson & Johnson, Procter&Gamble mais governos - 57% -  e corporações - 13%), não é claro quem são os financiadores das restantes organizações e visitar as respectivas páginas internet não adianta pois os orçamentos ou não são publicados ou reúnem as doações sob um vago "privados" ou "outros".

O procurador de Catania, Carmelo Zuccaro, abriu recentemente um processo de investigação:
Queremos saber sobre a evolução do fenómeno e a razão pela qual há a proliferação desses navios e como podem lidar com custos tão elevados sem ter um retorno em termos de lucro económico.
O que emergiu é que o País europeu que dá origem à maior parte dessas ONGs é a Alemanha, que hospeda cinco dessas organizações com um total de seis navios (incluindo dois de Sos Mediterranee). Mas tudo, como salienta Zuccaro, tem custos mensais ou diários elevados. O navio Aquarius de Sos Mediterranee, por exemplo, tem um custo de 11.000 Euros por dia. Os navios do MOAS, de Christopher e Regina Catrambone (ONG com sede em Malta), são o Phoenix com bandeira do Belize e o Topaz com bandeira das ilhas Marshall: custam 400.000 Euros mensais.

Continua Zuccaro:
Cria suspeitas também o dado dos Países que concedem as bandeiras. Devemos fazer a pergunta de onde está o dinheiro para suportar tais custos elevados, quais são as fontes de financiamento. Será a tarefa da próxima fase da investigação. Vamos continuar a verificação das ONGs que trazem os migrantes para o nosso distrito.
Seis milhões de deportados

Taco Dankers é um activista da Gefira; esta também é uma ONG mas deu-se um objectivo diferente: controlar o que fazem as outras ONGs, nomeadamente aquelas empenhadas no comércio dos migrantes. Por isso, reconstruiu os movimentos em 12 de Outubro de 2016 do navio Golfo Azzurro, com bandeira panamense mas operado pela ONG holandesa Boat Refugee.

De acordo com os dados, o navio partiu de manhã cedo em direção da Líbia, várias horas antes de ser lançado um SOS por parte dos barcos dos migrantes. Só perto das 19 horas o centro de coordenação marítima de Roma sinalizou ao Golfo Azzurro e a outros três navios "humanitários" que havia um SOS dum barco carregado com migrantes. Perto das 21 horas começou a operação de resgate de 113 pessoas, com 17 desaparecidos. 12 horas no meio do mar à espera dum SOS?
Fonte: Gefira
Há outro facto estranho: pouco antes das 21 horas, um rebocador italiano (o Mergez) partiu de Mellitah, na Líbia, e dirigiu-se para o ponto a 8.5 milhas náuticas ao largo da costa da Líbia onde logo teria começado o resgate. Mas chegado a uma distância de 6 milhas da costa inverteu o caminho e voltou para Mellitah: impossível que não tenha visto o barco em perigo. Assim Gefira avança uma hipótese: o barco italiano atirou para o mar alguma "carga" humana e o Golfo Azzurro sabia que isso iria acontecer?

Mais factos: no dia seguinte, os diários deram a notícia do resgate "no Estreito da Sicília", o que sugere um ponto bem mais a Norte do que aconteceu (ainda em águas territoriais líbias). O Golfo Azzurro também poderia ter transportado os imigrantes para o porto mais próximo, Zarzis na Tunísia, 65 milhas a Oeste: claro, não teria sido um desembarque agradável para aqueles que pagaram milhares de Euros para chegar em território europeu, mas a Golfo Azzurro deveria ser um navio de socorro, não um ferryboat.

Gefira continua as análises e os resultados mostram como o comércio de carne humana tenha crescido 57% nos primeiros meses de 2017 quando comparado com o homólogo período do ano anterior.

Dimitris Avramopouloem
Mas tudo isso não tem que surpreender: como revelou o comissário europeu Dimitris Avramopouloem em Genebra no princípio deste mês (07 de Março de 2017), o objectivo é criar pontos de embarque nas praias africanas para receber 6 milhões de pessoas nos próximos anos: isso para compensar o encolhimento da população europeia.

E um recente documento publicado pelo diário alemão Die Welt revelou uma cláusula do acordo estipulado entre a Chancelera Alemã Angela Merkel, o Primeiro Ministro holandês Mark Rutte e o Presidente turco Erdoğan acerca dos refugiados sírios: a transferência anual de 150.000 - 300.000 destes refugiados para a Europa.

Seis milhões de refugiados não seriam um problema para o Velho Continente: nem chegariam a 10% da população total. O que é preciso realçar são outros aspectos.

Estamos perante duma ampla operação de deportação: diariamente, milhares de desgraçados arriscam a vida para alcançar as costas europeias, após ter pago milhares de Euros para uma autêntica máfia dos transportes. E muitos morrem durante a viagem. Não é este um crime contra a humanidade?

Os números

Portanto, há um plano, financiado pela União Europeia, que tenta proporcionar mão de obra barata para as grandes empresas do mercado continental. E este plano não se preocupa com os custos em termos de vidas humanas.

Segundo os dados fornecidos pela ONU, desde 2014 foram mais de 10.000 os migrantes mortos afogados na tentativa de atravessar o Mediterrâneo. Como afirmou em Junho do ano passado o porta-voz das Nações Unidas, Adrian Edwards, de acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), em 2014 as vítimas tinham sido 3.500, em 2015 subiram para 3.771 e nos primeiros cinco meses de 2016 já eram 2.814.

Elevado o número dos menores envolvidos nestas viagens arriscadas: no total, como indicado pela Organização Internacional de Genebra para as Migrações (OIM), desde o começo de 2016 desembarcaram (só em Itália) 7.600 menores, mais 3.000 do que em 2015. Destes, mais de 7.000 chegaram sem família. Crianças e rapazes principalmente de Egipto, Gâmbia, Costa do Marfim e Guiné.

A frota

Para concluir, eis a lista dos navios utilizados pelas ONGs e permanentemente ao largo das costas líbias:
  • Phoenix: é um dos dois navios da MOAS. Registado no Belize (América do Sul), opera regularmente por conta da ONG maltesa.
  • Topaz Responder: embarcação de resposta de emergência de 51 metros, que hospeda dois botes salva-vidas de resgate de alta velocidade. O navio é administrado em conjunto com a Médicos Sem Fronteiras. Este é um dos três navios que podem transportar centenas de pessoas duma só vez. O navio está registrado nas Ilhas Marshall.
  • Iuventa: está registado sob a bandeira dos Países Baixos e pertence à ONG alemã Jugend Rettet.
  • Golfo Azzurro: é utilizado pela Holandesa Boat Refugee Foundation e opera sob a bandeira de Panamá.
  • Dignity 1: é registrado sob a bandeira do Panamá. Opera por conta de Médicos Sem Fronteiras.
  • Bourbon Argos: um navio de Médicos sem Fronteiras. Registado sob a bandeira do Luxemburgo.
  • Aquarius: um dos muitos navios geridos por Médicos Sem Fronteiras. É registrado sob a bandeira de Gibraltar.
  • Vos Hestia: navio de busca e salvamento da ONG Save The Children.
  • Astral: é da organização Proactiva Open Arms. Segundo o site da Gefira se encontra nas águas líbias mas desaparece com base regular dos sites de rastreamento AIS (Automatic Identification System, sistema de monitorização utilizado em navios).
  • Sea Watch 1: é propriedade duma organização com sede em Berlim, a Sea Watch. Trabalha em estreita colaboração com a Watch The Med, uma rede transnacional que luta contra o regime fronteiriço europeu e exige uma passagem livre e segura para a Europa.
  • Sea Watch 2: como antes.
  • Audur: registado sob a bandeira dos Países Baixos. Não se sabe a quem pertença.
  • Sea Eye: é propriedade da Sea Eye, ONG fundada por Michael Buschheuer (Regensburg, Alemanha) e um grupo de familiares e amigos.
  • Speedy: é um lancha pertencente a Sea Eye. O navio é actualmente confiscado pelo governo líbio.
  • Minden: propriedade da organização alemã LifeBoat. O navio está registado sob a bandeira da Alemanha.

Nota:
O presente artigo foi enviado à atenção dos seguintes diários:

Portugal - Diário de Notícias, Público, Correio da Manhã, Jornal i
Brasil - O Globo, Folha de S. Paulo, Correio do Brasil, Estadão,
Angola - Jornal de Angola, Jornal Angolense, Semanário Angolense
Guiné Bissau - Nô Pintcha
Moçambique - Notícias, O País, Diário de Moçambique, Folha 8
Cabo Verde - Nação, Expresso das Ilhas


Ipse dixit.

Fontes: Maurizio Blondet, Gefira (1 e 2), Il Giornale (1 e 2), Tribune de Genéve, Cospe - Orçamento Social 2015, Aurora, Media Calabria (1 e 2), Die Welt, Rai News.

Juros: a dívida divinal

...e falemos de Dívida.
Com um curto exemplo.

Estamos no Médio Oriente, ano zero. A Virgem Maria tem que enfrentar a longa viagem até o Egipto para escapar do massacre dos inocentes ordenado por Herodes. Uma chatice.

Então, para enfrentar as pequenas despesas, pede emprestada 1 (uma) moeda de ouro de 5 gramas a um amigo mercante e este estabelece uma taxa de interesse particularmente vantajosa: apenas 4% ao ano.

Passam os anos, os séculos, e infelizmente a Mãe de Jesus esquece o empréstimo. Até que...

26 março 2017

Síria: o massacre de civis continua

Há poucos dias o blog publicou a notícia segundo a qual um ataque aéreo dos EUA tinha atingido uma escola em Mosul, no Iraque, utilizada como refugio por pessoas deslocadas. O total das vítimas teria sido de 33 mortos.

Mas a guerra continua e chegam notícias novas, com os testemunhos dos habitantes locais e das imagens. O resultado é que agora, tal como relata Pepe Escobar, o total das vítimas é quatro vezes superiores: talvez possa chegar a 150. Segundo o New York Times os mortos dos ataques podem ser 200 e em alguns diários do Médio Oriente fala-se de 500 vítimas.


O Pentágono afirma num comunicado de imprensa que os bombardeios tiveram como motivação um pedido do governo iraquiano. O exército americano abriu uma investigação.

O Comandante das Operações Conjuntas, Yahya Rasoul, confirmou no Sábado que ainda não sabe qual foi o resultado do massacre em Mosul: Rasoul explicou que as informações disponíveis indicam que o Isis trouxe grandes bombas de rodas colocadas nas estreitas ruas da cidade. Em alternativa, os mortos podem ter sido provocados pelos carros-bomba dentro dos becos de Mosul para depois acusar as forças de segurança de matar civis inocentes. 

O diário The Baghdad Post (Iraque) afirma que a responsabilidade do ataque é do Irão: "fontes" (obviamente não especificadas) teriam revelado que agentes secretos de Teheran forneceram informações falsas ao Comando da coligação anti-Isis.

Não satisfeito, o mesmo diário publica um vídeo no qual é afirmado que a culpa do ataque é sim dos iranianos mas estes teriam entregue ao Isis mísseis com os quais "atingir as forças da coligação a partir dos telhados" depois que a mesma Isis "tinha preso as famílias no interior daquelas casas". 

Eis o vídeo:


Portanto: sabemos que houve uma pesada acção de bombardeios aéreos por parte das forças ocidentais contra prédio civis em Mosul, mas os mortos podem ter sido provocados:

  1. por bombas com rodas do Isis
  2. por carros-bomba do Isis
  3. por informações falsas fornecidas por agentes do Irão
  4. por mísseis iranianos fornecidos ao Isis e disparados contra a coligação.
Única certeza: a responsabilidade última não e das forças lideradas pelos EUA.
Não há palavras.

Nenhuma investigação, entretanto, no caso de Al Jinah, perto de Aleppo, onde os aviões americanos mataram 49 civis. O total dos mortos tem que alcançar os três dígitos antes de despertar indignação, caso contrário são normais "danos colaterais".

Voltando para Mosul, os moradores começaram no Sábado a enterrar familiares mortos pelos ataques aéreos. Bashar Abdullah já enterrou 13 membros da sua família e diz que não conseguiu ainda retirar dos escombros os corpos de outros familiares:
Como é que eles puderam usar tanta artilharia pesada em zonas civis? Antes da batalha de Mossul ocidental ter começado, as forças iraquianas e americanas garantiram que seria uma batalha fácil, foi por isso que as pessoas não deixaram as suas casas, acreditaram que estariam seguros. Não imaginavam que iriam ser bombardeados. Isto não foi nenhuma libertação, foi um massacre
E foi. Um dos muitos. 


Ipse dixit.

Fontes: Pepe Escobar Facebook, The New Arab, The New York Times, Today Arab, The Baghdad Post (1, 2 e 3), Euronews.

24 março 2017

O terrorismo ajuda as companhias aéreas (mas só algumas...)

Fevereiro de 2017: Os CEOs da Delta, United e American Airlines esperam que Trump bloqueie a concorrência árabe

As três principais companhias aéreas dos EUA queixam-se que a Emirates, Etihad Airways e Qatar Airways - financiadas pelos governos de Qatar e Emirados Árabes Unidos - são subsidiadas injustamente e que a expansão destas no mercado norte-americano representa uma concorrência desleal que deve ser bloqueada pelas autoridades reguladoras.

"Desde 2004, as empresas do Golfo têm recebido mais de 50 bilhões de Dólares em subsídios dos seus governos", escreveram os CEOs das três maiores companhias numa recente carta ao Secretário de Estado, Rex Tillerson. "Sr. Secretário" continua a carta, "estamos confiantes de que a Administração Trump compartilha a nossa visão sobre a importância de respeitar os nossos acordos Open Skies: as companhias aéreas norte-americanas devem ter igual oportunidade de competir no mercado internacional, é preciso proteger os empregos".

A sã censura da ONU

É preciso sinalizar um grave erro.

Um novo relatório da ONU acusa israel de ter estabelecido "um regime de apartheid que oprime e domina o povo Palestiniano no geral". Mais: o relatório exorta os governos a "apoiar as actividades de boicote, desinvestimento e sanções" e "responder positivamente aos apelos destas iniciativas".

Até aqui tudo correcto: israel aplica uma doutrina de cariz nazista em relação aos Palestinianos e o apartheid é um dos instrumentos utilizados. Então, onde está o erro? O erro consiste no facto deste documento ter sido apresentado ao público sem que antes pudesse intervir a censura da mesma ONU.
Vamos explicar.
O relatório

O relatório foi encomendado e publicado pela Comissão Económica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (ESCWA) e publicado em Beirute. Foi escrito por dois críticos de práticas israelitas: Virginia Tilley, professora de ciência política na Southern Illinois University, e Richard Falk, o ex-relator especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinianos e professor emérito de Direito Internacional na Universidade de Princeton.

23 março 2017

Mulheres do Islão

Uma boa parte do choque de civilizações entre Ocidente e mundo islâmico é jogado no âmbito
diferente papel que as mulheres têm nas duas culturas.

Se o Ocidente conseguir convencer a mulher muçulmana a homologar-se aos direitos das mulheres ocidentais, o Ocidente ganha o jogo sem disparar um único tiro, a não ser os tiros do Isis que terá um certo poder militar mas não tem a força para opor-se à violência duma cultura superior.  E, neste caso, superior fica sem aspas porque, apesar dos infinitos defeitos que o mundo ocidental tem, aos menos conseguiu libertar (parcialmente) o papel da mulher.

Como explicado pelo filósofo e antropólogo Claude Levi-Strauss, uma cultura é feita de pesos e contrapesos, de medidas e contramedidas que mantêm o equilíbrio. Se qualquer um dos elementos dessa cultura é eliminado, isso modifica todos os outros e a cultura ficará desequilibrada, eventualmente destruído. O mundo islâmico tem este problema: vive, pensa e actua no 50% das suas possibilidade. Metade dos muçulmanos praticamente não existem, ficando fechados em casa para criar os filhos.

O dinheiro russo dos Clinton

Trump e os russos. Trump foi ajudado pelos russos. Hackers russos manipularam a campanha eleitoral para favorecer Trump. Etc, etc.

E uma olhadinha acerca do outro lado, no clã da simpática Hillary?

John Podesta, por exemplo, o presidente da campanha eleitoral de Hillary Clinton e ex. conselheiro especial do simpático Obama. Na altura, alguns e-mails segredos do braço direito da ex-primeira dama foram divulgados pelo WikiLeaks, causando a resposta indignada democratas que acusaram do trabalho os hackers russos ao serviço do Kremlin. O que nem todos sabem é que John tem um irmão, Tony Podesta, que trabalhou como consultor no gabinete da Sberbank sediada em Nova York.

O que é a Sberbank? É "apenas" o maior banco da Rússia, número 33 na top 1.000 bancos do mundo. O Podesta Group, do qual Tony é o dono, trabalha com o banco que controla 30% de todos os assets russos.

22 março 2017

Atentado em Londres (mais Orly & Louvre)

Foto Reuters
Caramba, aqui uma pessoa nem acaba de escrever dum massacre que logo aparece outro...

A notícia última notícia é aquela de Londres, onde um homem com uma faca feriu 12 pessoas e tentou invadir o Parlamento britânico. Mas tudo tinha começado na ponte de Westminster, com um outro homem que, de carro, tinha atropelado 5 pessoas e a polícia que começava a disparar.

Ainda não foi relatado mas eis o que será descoberto nas próximas horas: os homens eram muçulmanos, tinham uma cópia do Alcorão no carro e gritavam "Allah Akbar!". Altamente provável, pois foi o que aconteceu na passada Sexta-feira no aeroporto de Orly: homem muçulmano, cópia do Alcorão, faca, e Allah Akbar. Falta nada.

Pergunta: quem são estes deficientes? Do Isis? Nem pensar. O Isis (o quem diz actuar por conta dele) costuma apresentar bem outra cenografias: Kalashikov, operações bem planeadas e muitos mortos. Estes, pelos contrários, são incapazes que nem uma pistola conseguem comprar.

Síria: massacre de civis

Novo massacre de civis operado pela coligação liderada pelos EUA na Síria. Desta vez o alvo foi
uma escola usada como abrigo, o que vitimou pelo menos 33 civis.

Segundo os moradores havia mais pessoas no interior do refúgio, mas pouco depois da chegada dos socorristas militantes do Isis fecharam o local. Pelo menos duas pessoas foram retiradas vivas dos escombros. Segundo algumas fontes, mais de 50 famílias de Aleppo e de Raqqa estavam na escola al-Badia no momento do ataque aéreo.

O bombardeio na escola ocorre menos duma semana depois que os militares norte-americanos conduziram um ataque contra um prédio na cidade de Al-Jinah, no oeste de Aleppo, supostamente base dalguns militantes de Al-Qaeda. As testemunhas no terreno, no entanto, disseram que 46 civis à porta da vizinha mesquita foram mortos.

21 março 2017

Isis: a CNN descobre a Idade do Gesso

Há dois anos (28 de Fevereiro de 2015), o bom Max escrevia:
Os fanáticos do Isis atacaram o museu de Mosul e destruíram achados de valor inestimável, arte com 9.000 anos de idade. Desta vez não com facas mas com martelos, apesar do resultado ser o mesmo: há sempre uma vítima e desta vez é a Cultura.

Estas imagens deram volta ao Mundo, semeando o horror: já não há palavras.
Devem ser travados? Do meu ponto de vista não. Até quando estes "radicais islâmicos" destruírem este tipo de Arte, acho não haver problema.
Por duas razões:
  1. as estátuas destruídas eram cópias de gesso. Os originais ficam no museu de Bagdade.
  2. segundo as imagens, estes "radicais" são tão idiotas que nem conseguem ver a diferença entre um original de mármore ou de outra pedra e uma cópia de gesso. Pelo que não devem ser muito perigosos.
A propósito: como é possível que o Califado, que tem milhões de Dólares em financiamento e um departamento dedicado à comunicação que parece ter saído de Hollywood, nem reparou ter destruído estátuas de gesso sem algum valor? E até gravou e espalhou um vídeo para testemunhar o falhanço...
E no fundo, claro está, o imperdível "Ipse dixit".

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